24 novembro 2008

Feliz Aniversário

Era aniversário de Júlia. Que mérito eu tenho em sobreviver à passagem do tempo? Em envelhecer? Pensou entre um “tudo de bom pra você” ôco e um “parabéns” vazio, todos em telas. De celular, de computador. Lembrou das palavras da sua mãe no dia que decidiu sair de casa. Individualista. Você não liga para ninguém. Um dia ninguém vai ligar para você. A mudança de sentido do verbo ligar a fez achar proféticas as palavras de Dona Regina. Mas nem ela me ligou? Ela liga todo ano. Será que meu celular está ligado? Checou 6 vezes em duas horas. Depois de mais uns e outros “parbéns” e “felicidades”, e algumas mensagens padrão de lojas de roupa, decidiu ignorar o celular.

Decidiu sair só. Estava puta. É engraçado dizer que estava puta. Eram 2 da tarde. Vestiu o biquini e foi à praia sozinha, afinal se bastava. Deitou na canga com óculos escuros apontado para o sol. Aquele era o biquini pequeno. O resquício de uma marquinha maior denunciava que não costumava usar aquele. Olhos fechados e fones no ouvido. Nada a perturbava até sentir o chão tremer. Quando levantou os óculos percebeu a bola de futebol ainda rolando perto das suas pernas e meninos de pernas branca que improvisavam uma pelada com traves de coco, bem perto de onde ela igualava as marcas de bronzeado.


Tanto lugar nessa litoral brasileiro para esses meninos. Também não saio daqui, pensou enquanto ecoava, de novo as palavras de sua mãe. Daqui eu não saio. Cheguei primeiro. Aumentou o volume. Uma dividida de bola lançou 58 grãos de areia no seu dedão esquerdo do pé.

Quase quebra as pernas do óculos quando os tirou bruscamente do rosto de menina burguesa de nariz empinado. O recado da sua expressão foi passado aos jogadores. Já não estava mais deitada. Flexionou um pouco as pernas e apoiou os cotovelos no canto da canga e observou de maneira desafiadora o jogo.


Jeferson era o gordinho do condomínio que não gostava de futebol, mas participava pela aceitação social. Ficava ali perto gol para constar. 17 anos. Espinhas no rosto. O ângulo dos joelhos de Júlia comprimiam sua vulva no pequeno biquini. A posição aliada à depilação minuciosa que fizera para o caso de se dar bem no dia do aniversário. Percebeu que Jeferson observava exatamente esse detalhe por causa do gol que não pode ser evitado pela falta de atenção do adolescente. Sentiu inicialmente repulsa, mas o seu ódio pelo mundo e a coincidência do seu aniversário ter caído exatamente 14 dias depois da sua última menstruação a fizeram preferir provocar o gordinho. Afastou um pouco mais uma perna da outra e ajeitou o top do biquini. Jeferson tentava disfarçar falando com os colegas de time enquanto a observava. Júlia decidiu passar protetor solar na parte interna da coxa. Virou-se de bruços, quase de quatro, para pegar algo na bolsa. O biquini não era fio dental, mas nessa hora ficou. Quando retornou, viu o menino de tetas grandes dar uma apertadinha no pau. Pronto, era hora de ir. Ela acenou de longe. Mais um gol aconteceu.

Fim da tarde, mais mensagens em tela. Sua mãe liga, afinal. Mas só ela. A experiência da tarde a tinha provado que se bastava. Sair sozinha de novo à noite não seria um problema. Onze horas no bar, muitos conhecidos mas nenhum parabéns. Antes da banda começar rolava um som. Uma mulher com biotipo e estereótipo de funkeira dançava exageradamente com um short branco curto. Lembrou da frase de Marco, seu amigo: “calça branca dá tesão até no varal”. Deu em Matheus: menino de cabelo partido de lado e ombros estreitos que a secava de longe, mas descaradamente. Júlia foi ao bar. Caipirinha. Uma, duas, três. Meia noite e meia passa perto da escada que a tal mulher que dançava subia. O tal do Matheus ainda, de baixo, como que gravando a imagem para a punheta que bateria em casa, olhando. Lembrou-se do gordinho da praia. Ébria, chegou para Matheus e perguntou ao seu pé-do-ouvido


  • E eu? Sou gostosa também?

O menino, ficou o rosto vermelho. Titubeou e fez que sim. Ela saiu de perto, só queria provocar.

Andou pelo bar e por meia hora. Por onde ia, Matheus a espreitava sem coragem de aborda-la. Ela sorriu com o canto da boca e foi até ele.

  • Qual é o seu nome?
  • Matheus e o seu?
  • Roberta. Você é virgem, Matheus?
  • Não
  • Claro que é.
  • Você não vai me comer hoje, mas eu tenho uma proposta:

Uma lágrima estava prestes a cair pelos olhos do menino.

  • Eu te mostro minha boceta, mas você não vai poder me tocar e vai ter que fazer uma coisinha pra mim. Topa?
  • Sim.
  • Seu pau está duro?

Não respondeu. Ela chegou perto e tocou a calça. Estava.

  • O que eu tenho que fazer?.
  • Você topa ou não?
  • Topo

Foram ao banheiro masculino, numa cabine. Ele estava parado.

  • Baixa as calças. Ela mandou.

Cueca Zorba.

  • Me dá o seu dedo, Júlia falou. Ele deu o indicador. Ela pegou a mão dele, sacou o dedo médio do punho fechado de timidez e colocou na boca. lambuzou-o com a boca. Ele estava com o pau duro e cabeça vermelha, mas tinha vergonha de se masturbar.
  • Você não vai me mostrar? O menino tinha a voz trêmula.
  • Calma, você ainda não fez o que eu pedi. Enfia o dedo no cu.

Matheus hesitou.

  • To falando sério. Quer ver ou não quer?

Ele colocou a mão atrás de si.

  • Não vale roubar. Deixa eu ver. Ela colocou ele de costas com um pé no vaso para vê-lo se penetrando. O menino se tremia de alguma coisa: ódio, medo ou vergonha.
  • Enfia tudo

Feito. Júlia colocou-se do lado dele e levantou o vestido. E baixou a calcinha até o joelho também. Matheus estava imóvel com o dedo no cu.

  • Você pode bater uma se quiser, só não pode me tocar.

Ele não fez nada, só olhava com o ânus entupido e o cacete ereto.

- Ela começou a brincar com sua boceta. Exibia-se pra ele. A situacão evoluiu e a excitou. Não pela visão do menino, mas pela sensação de poder. A sua masturbação inicialmente simulada, passou a ficar real. Ecoou pela terceira vez, o discurso da sua mãe. Gemia alto para provocá-lo, mas nem sentia tanto prazer assim. Ele timidamente tocou seu pau. Júlia virou pra ver se o dedo do menino estava onde ela tinha mandado. Estava. Ela abria sua vulva para Matheus ver. O fez por 30 segundos até o coitado explodir num orgasmo. Uma parte espirrou involuntariamente na palma da mão de Júlia, que prontamente a devolveu em formato de tapa na cara de Matheus. O rosto do menino ficou vermelho da pancada e molhado do seu próprio esperma. Ela enxugou o que faltava na camisa dele e foi embora. Ele sentou no vaso e chorou. Ela foi pra casa vingada.